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Verbo Encarnado, Amor Personificado

Deus viu a humanidade em seu estado de pecado,

Eternamente em miséria e condenado,

Embora o homem se rebelasse contra Deus,

Soberanamente por amor, Ele resgataria os Seus.

===//===

E pelo fato de tanto tê-los amado,

O Verbo que se fez carne foi espancado, zombado, torturado,

Humilhado, ignorado, rejeitado, açoitado,

E sem abrir a boca, ainda por amor, morreu crucificado.

===//===

Seria ele então na morte abandonado?

De modo algum seu plano redentor havia sido frustrado,

Pois ao terceiro dia, ele foi ressuscitado!

===//===

Quem confia nisso será, inocentado,

Porque o resgate por sua vida certamente já foi pago,

===//===

E então daremos graças por Ele ter nos resgatado,

E por Ele viveremos, estando sempre ao Seu lado!

 

Porque é tão difícil confiar naquele que morreu em seu lugar?

Alguém que você conhece morreria por você, HOJE, como Jesus morreu?



Sem Purgatório para o Ladrão na Cruz e para nós!
Sem Purgatório para o Ladrão na Cruz e para nós!

Quando questionados sobre o porque de o ladrão na cruz não ter ido para o purgatório, já que tinha feito muita coisa errada em vida e ainda teria muita "pena temporal" a ser paga, qualquer católico responderá:

"O acto de contrição perfeita feito por São Dimas, o Bom Ladrão, mereceu de Jesus estas palavras: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso».".

Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/leiame-news/message/3211

Observação: Este documento tem o imprimatur (selo de aprovação da Igreja Católica).

Vemos claramente nesta afirmação católica que o ladrão "mereceu" estar no paraíso sem passar pelo purgatório. Se houve merecimento da parte dele, então, ele foi salvo por obras e mérito próprio, e isso a bíblica condena enfaticamente (Ef 2.8-10).

Mas, vamos avaliar uma coisa...

Contrição = arrependimento

O que o arrependimento VERDADEIRO não é?

Não é auto-reforma (a mera e inútil tentativa de, pelo próprio poder e esforço, se virar uma nova página na vida).

Não é mero remorso (o ato de meramente se lamentar o fruto, as conseqüências do crime que se cometeu, mas não sua raiz, o crime em si mesmo). Dois exemplos bíblicos de remorso sem real arrependimento: Esaú (Heb 12:17) e Judas Iscariotes Mat 27:3.

Não é penitência (a tentativa de se compensar os pecados através das boas obras e até do sofrimento de auto punição).

Essas definições, caso aceitas como sendo arrependimento VERDADEIRO, que conduz ao arrependimento, carecem de base bíblica.

Conhecemos duas formas de arrependimento no grego bíblico:

1) Metamelomai, que significa remorso, ou seja, arrependimento por medo de castigo (Ex.: Judas)

2) Metanoia, que significa mudança de mente (Mt 21.29), emoção (2Cor 9.7-10) e vontade (Rm 2.4), que é o arrependimento verdadeiro.

Notemos uma coisa...

Mente, emoção e vontade envolvem aquilo que caracteriza a pessoa como "pessoa". O arrependimento VERDADEIRO é completo, afetando todo o ser. Algo completo = algo perfeito.

O arrependimento VERDADEIRO faz com que a pessoa mude de idéia em relação a algo. Essa mudança envolve, de fato, não só uma mudança intelctual, mas sim uma mudança em seu agir resultante daquilo que aconteceu em sua mente. Na bíblia, é necessário que o homem "mude de mente" em relação a duas coisas para ser salvo:

1) Em relação a quem Jesus é: Deus (cf. Jo 1.1, 14; Cl 2.9, Tt 2.13, Hb 1.1-3; 13.8);

2) Em relação à gravidade de seu pecado contra Deus e que é esse mesmo pecado que o condena. Ele não deseja em primeiro lugar deixar de pecar para não ser condenado, mas sim para que Ele não mais ofenda a Deus.

Sem entender quem Jesus é, dificilmente haverá salvação, pois não haverá o entendimento de que, por amor, o próprio Deus pagou o preço por nossos pecados naquela cruz, em vez de enviar um simples homem como sacrifício.

O arrependimento verdadeiro faz com que a pessoa não simplesmente queira abandonar maus hábitos, mas sim a natureza pecaminosa como um todo a ponto de não ofender mais o criador. O pecado deixa de ser regra, e passa a ser excessão; um acidente de percurso na vida da pessoa. E essa mudança é operada por Deus.

Podemos então classificar essas duas formas de arrependimento da seguinte forma:

1) Metamelomai = remorso > não salva, porque não é perfeito

2) Metanoia = mudança interior em relação a Jesus e ao pecado > salva, porque é perfeito

Não existe arrependimento "meio" perfeito. Perfeição implica totalidade. Se não é total, não é perfeito. E se não é perfeito, nunca foi verdadeiro.

Logo, não podemos nos arrepender "pela metade", porque isso seria um arrependimento imperfeito que não salva ninguém.

Sendo assim, só existem dois tipo de arrependimento bíblico: aquele que salva (perfeito) operado por Deus, ou aquele que não salva (imperfeito), fruto da consciência humana.

Arrepender-se verdadeiramente significa sim ser salvo completamente.

Dizer que somente quem tiver uma contrição perfeita deixa de passar pelo purgatório, é o mesmo que dizer que um homem pode ser melhor do que outro no ato de arrepender-se e consequentemente, possuir mais méritos.

Uma verdade que faz essa teoria cair por terra é a seguinte:

O ARREPENDIMENTO PERFEITO É DOM DE DEUS, e não obra do homem!

“A Ele Deus exaltou com a Sua destra para ser Príncipe e Salvador, para dar o arrependimento a Israel e remissão dos pecados.” (Atos 5:31)

“Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade” (2 Tim. 2:24,25).

“E quando ouviram estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: “ Na verdade, até aos gentios concedeu Deus o arrependimento para a vida” (Atos 11:18).

Em outro lugar das Escrituras, é dito:

"Mas Deus, näo tendo em conta os tempos da ignoráncia, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam" (Atos 17.30)


Como podemos resolver essa questão? O arrependimento é dom de Deus, ou ato humano?

Deus dá o arrependimento, mas como a fé é o meio pelo qual temos acesso a tudo o que Ele nos dá, é preciso também exercer essa fé. Existe uma iniciativa secundária por parte do homem, como resposta à iniciativa primária por parte de Deus, que já começa o processo de renovação da vontade do homem para que este responda favoravelmente a Ele. Porém, sem que Deus aja, o homem não pode buscá-lO verdadeiramente.

Vejamos a definição que a mesma fonte católica dá a contrição perfeita:

"O acto de contrição perfeita encerra em si todo o repúdio do pecado e o propósito sincero de não se ofender mais a Nosso Senhor, nada querendo fazer conscientemente que O vá desgostar, pois é um Pai infinitamente digno de ser amado sobre todas as coisas, até acima de nós."

É exatamente isso que Deus SEMPRE opera na vida de quem Ele mesmo concede o arrependimento: o repúdio do pecado. Arrepender-se não se trada de mudar de idéia em relação aos pecados cometidos outrora, mas sim de mudar de mente em relação a quem Jesus é e à própria natureza pecaminosa em si, o que leva a pessoa a querer imediatamente abandonar a prática de toda e qualquer prática que ofenda a Deus.

Até mesmo os católicos rezam pedindo tal contrição perfeita a Deus, e eu digo: Ou Ele a dá perfeitamente, ou não a dá de modo algum.

Deus abomina o pecado, logo, coloca esse mesmo sentimento no coração da pessoa a quem Ele concede arrependimento. E ao fazer isso, o limpa e purifica por completo de toda e qualquer mancha que possa haver na pessoa, pela fé no sangue de Cristo (Hb 1.3), que pagou a pena pelas ofensas outrora cometidas.

Arrependimento verdadeiro e fé verdadeira, ambos dons de Deus, estão tão ligados ao processo de salvação que podemos afirmar não acontecem em momentos distintos.

Eu mudo de idéia sobre meu pecado, minha condição de condenado e sobre quem Jesus de fato é, e creio que somente o que ele fez é suficiente para me salvar.

Cabe a aos católicos provar que o "arrependimento para a vida" que Deus concede não é o arrependimento perfeito, ou a contrição perfeita, que leva o homem direto ao paraíso, sem passar pelo purgatório.

Cabe, ainda, a eles, provar que Deus concede arrependimento que não seja perfeito de modo que esse arrependimento dependa do homem e de sua disposição em aperfeiçoar seu próprio arrependimento.

Pensar diferente seria, no mínimo, dúvidar e minimizar o poder de Deus.

Será que Deus concede algo imperfeito??

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem näo há mudança nem sombra de variaçäo." (Tg 1.17)


Voltando à frase católica citada acima por um católico, eu pergunto como é que o ladrão "mereceu" ir direto para o paraíso se a "contrição perfeita" dele foi operada por Deus em seu coração??

Vejamos: "pela contrição perfeita o pecador obtém o perdão dos seus pecados antes mesmo de confessar-se é doutrina afirmada no Concílio de Trento (14ª sessão, cap. 4)"

Se o arrependimento concedido por Deus é sempre perfeito, logo, não há necessidade de se confessar ao "padre", ou sacerdote, tão pecador quanto nós. A bíblia é bem clara em nos mostrar que...

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1Jo 1.9)


E o padre? É fiel e "justo" para nos "purificar" de toda a injustiça?

Nao, não é. É por isso que o homem ainda precisa "reparar" seu erro perante Deus por meio da penitência, ou seja, a satisfação pelo seu próprio pecado.

Além do mais, afirmam que é Jesus quem ajuda o homem a reparar seu próprio pecado:

"«Mas esta satisfação, que realizamos pelos nossos pecados, não é possível senão por Jesus Cristo: nós que, por nós próprios, nada podemos, com a ajuda "d'Aquele que nos conforta, podemos tudo". Assim, o homem não tem nada de que se gloriar. Toda a nossa «glória» está em Cristo [...] em quem nós satisfazemos, "produzindo dignos frutos de penitência" (61), os quais vão haurir n'Ele toda a sua força, por Ele são oferecidos ao Pai, e graças a Ele são aceites pelo Pai»." (CIC #1460)

Fonte: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1420-1532_po.html

Sacerdote significa mediador. Aquele que faz mediação entre Deus e os homens, levando a Deus aquilo que é oferecido pelos homens, porque os homens não podem levar a oferta pessoalmente a Deus. Vejamos...

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." (1Tm 2.5)


Jesus é nosso Sumo sacerdote direto. Devemos confessar a ele, e orar a ele somente. Pode até haver certa interpretaçao tendenciosa de João 20.23 por parte dos católicos dizendo que Jesus deu poder a eles para perdoar pecados, mas o fato é.... João mesmo diz que devemos confessar nossos pecados a Cristo, e não a homens. Por acaso os padres são considerados Cristo?

Na mentalidade dos católicos, talvez. Em certo site católico lemos:

"Agindo na pessoa de Cristo como mediador entre Deus e os homens, os sacerdotes continuam o trabalho de redenção de Cristo na terra. O sacerdócio católico, portanto, é uma extensão do Sacerdócio perfeita de Cristo.


Fonte: http://divine-innocence.org/The%20Vital%20Importance%20of%20Catholic%20Priests.htm

O que aconteceu com o "um só mediador entre Deus e os homens"?

Jesus é Deus;

Jesus é o único mediador entre Deus e os homens;

Logo, Deus é mediador entre os homens e Ele mesmo na pessoa de Jesus.

Isso implica em acesso direto a Deus pela pessoa de Cristo (Hb 7.25) que habita em nossos corações pela fé (Ef 3.17).

Se Jesus é o sumo-sacerdote que está no céu intercendo por nós junto ao Pai (Hb 4.14) e foi feito sumo sacerdote ETERNAMENTE (Hb 6.20), porque ver um pecador tomando o lugar de Cristo hoje?

"Por isso, irmäos santos, participantes da vocaçäo celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissäo" (Hb 3.1)


Vejamos o que Hebreus ainda nos fala...

Capítulo 5

1 Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados;
2 E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados; pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza.
3 E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados.

Capítulo 7

24 Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;
27 Que näo necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.

Capítulo 8

1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,
2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e näo o homem.

Capítulo 9

11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, näo feito por mäos, isto é, näo desta criaçäo,
12 Nem por sangue de bodes e bezerros, mas
por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redençäo.

Acho que só isso já é suficiente para "enterrar" de vez a importância dada aos padres no quesito "sacerdote" e "mediador" entre Deus e os homens.

Em Deus não há parcialidade nem acepção de pessoas (Rm 2.11)!! Como Deus, que é quem "concede arrependimento para a vida" poderia "favorecer" mais a uns do que a outros em virtude do nível, ou grau, de arrependimento sem se tornar um Deus injusto?

Exemplificando...

Deus deu 99% de arrependimento para Paulo e 100% de arrependimento para Pedro.

Somente Pedro teve um contrição perfeita, por causa do arrependimento concedido a ele por Deus.

Paulo, porém, não teve uma contrição perfeita com base apenas nos 99% de arrependimento dado a ele por Deus, portanto, ele terá que passar pelo purgatório para sofrer a pena por esse 1% que ficou de fora de sua contrição.

No final das contas, Deus foi injusto com Paulo, pois favoreceu Pedro, então, Ele não é Deus, porque Deus é perfeito, sempre justo, imparcial, e não muda nunca (TG 1.17).

Os católicos colocam Pedro como exemplo de uma perfeita contrição quando, após ter negado Jesus três vezes, "chorou amargamente" (Mt 26.75).

Agora eu fico me perguntando... porque para os católicos é tão difícil se arrepender como Pedro a ponto de eles afirmarem que muitos dos que morrem, não se arrependeram perfeitamente? Porque o arrependimento perfeito é obra somente de Deus, e nunca do homem.

Será que de fato Deus é quem produz neles o arrependimento que muitas das vezes eles consideram imperfeito e ainda digno de "penitência"? Sim.... é Deus que produz o "arrependimento imperfeito" na pessoa, segundo eles.

"A contrição dita «imperfeita» (ou «atrição») é, também ela, um dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração da fealdade do pecado ou do temor da condenação eterna e das outras penas de que o pecador está ameaçado (contrição por temor). Um tal abalo da consciência pode dar início a uma evolução interior, que será levada a bom termo sob a acção da graça, pela absolvição sacramental. No entanto, por si mesma, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados graves, mas dispõe para obtê-lo no sacramento da Penitência." (CIC # 1453)

Fonte: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1420-1532_po.html

Deus produz um arrependimento imperfeito na pessoa, que transformará isso em arrependimento perfeito mediante a penitência?? Meu Deus! Quanta blasfêmia!

Se o arrependimento é dom de Deus, e se todo dom de Deus é perfeito, logo, Ele não pode gerar nada imperfeito.

É fato que os dons espirituais dependem da resposta imperfeita da pessoa, mas tudo o que Deus dá é perfeito. Ainda mais sendo o arrependimento, algo fundamental para a salvação, como Deus pode dá-lo de maneira imperfeita? Como Ele pode fazer com que a pessoa de arrependa "pela metade"?

Além do mais, se o ato de se confessar é feito "por obrigação" sem espelhar algo operado internamente no coração por Deus, é óbvio que a contrição não foi perfeita.

Na verdade, nunca existiu. Trata-se simplesmente de cumprir ordens de se confessar para obedecer aos sacramentos da igreja e por questão de consciência. Ao sair da igreja, o católico pensa: "Já fiz a minha parte".

Mas, onde está a consciência transformada por Deus que de fato causa um arrependimento perfeito que não mais necessite de penitência, porque, aliado à fé, faz com que o homem confie plenamente que toda e qualquer penitência e reparação pelo seu pecado como condição para sua salvação já foi pago por Jesus a cruz?

Tal consciência foi deixada para trás pelo simples fato de que até mesmo a confissão e o arrependimento se tornaram mecânicos e foram reduzidos a regras eclesiásticas do tipo "faça isso e está tudo certo"!

Mas, como vimos acima, não podemos fazer essa distinção de quantidade de arrependimento, porque só existem dois tipos: o que não salva, imperfeito, vindo do homem, e o que salva, que é o perfeito arrependimento e dom de Deus que deve ser aliado à fé para salvar.

Mas, e se Deus concede o arrependimento com base no mérito do pecador?

Aqui teremos outro problema...

"Quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?" (Rm 11.35)

"Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe?" (Jó 41.11)

"Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que näo tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se näo o houveras recebido?" (1Cor 4.7)


Portanto, em se tratando de DONS, gratuitos, que Deus concede aos homens, ninguém pode "merecer" coisa alguma, pois de certa forma poderia se orgulhar acima dos outros. Na verdade, é exatamente isso o que os católicos ensinam.

É por isso que os cat[olicos "canonizam" homens ao atribuir a eles, e não ao Senhor, tudo aquilo que os capacitou a viver uma vida agradável a Deus. Sem sua cooperação, a graça de Deus não teria servido pra nada. Deus torna-se dependente do homem na salvaçao, e inútil sem a resposta do homem. No fim das contas, a glória devida somente a Deus, é também, compartilhada com a criação.

Não podemos "merecer" nada de Deus, pois estaremos eternamente em dívida com Ele pelo que Ele fez por nós ao nos resgatar do justo e merecido castigo eterno, sem que merecêssemos.

Essa é a maneira pela qual Deus salva. Pela Graça! Favor imerecido!

Além do mais, não somos salvos pelos que fazemos ou deixamos de fazer, mas sim unicamente pelo que Cristo já fez por nós na cruz. A base da salvação é a justiça de Cristo e não a nossa (Fp 3.9).

É fato que Deus diz que "recompensará" homens pelo seu agir, mas não com a vida eterna, que é "dom gratuito". E mesmo nessa recompensa, está presente a graça de Deus, e não nossos méritos, pois, como disse acima, sempre estaremos em ETERNA DÍVIDA para com Ele, e sem mérito algum de nossa parte perante Ele.

Dizer o contrário é ir contra a palavra de Deus, assim como Trento e a Igreja Católica fazem abertamente, ao afirmar que se pode "merecer" a vida eterna.

842. Cân. 32. Se alguém disser que as boas obras do homem justificado de tal modo são dons de Deus, que não são também méritos do homem justificado; ou que este homem justificado, com as boas obras que faz com a graça de Deus e merecimento de Cristo (do qual é membro vivo) não merece verdadeiramente o aumento da graça, a vida eterna e (se morrer em graça) a consecução da mesma vida eterna bem como o aumento da glória — seja excomungado [cfr. n" 803 e 809 s].

E por isso aos que trabalham fielmente até ao fim (Mt 10, 22) e esperam em Deus, se há de propor a vida eterna como graça misericordiosamente prometida por Cristo aos filhos de Deus, e "como recompensa" que, segundo a promessa do próprio Deus, será fielmente concedida pelas suas obras e merecimentos [cân. 26 e 32]


Rm 11.6 diz que "se é por graça, já não é por obras, do contrário a graça não seria graça". Se Deus salva pela graça (Ef 2.8; Tt 2.11), Ele estaria se contradizendo se colocasse o homem para "trabalhar" para ser salvo.

Vejamos outra lista de alguns dos Dons que Deus concede ao homem, e que são recebido pela fé, sem parte alguma que traga méritos da parte do homem.

Dom....

Arrependimento (Atos 11.18);

Fé (Efésios 2.8; Gálatas 3.23; Romanos 12.3; Gálatas 5.22; Hebreus 12.2; 2 Tessalonicenses 3.2 - A fé não é de todos);

Espírito Santo (Atos 2.38) que gera o CONVENCIMENTO do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8-9) e sela o crente como garantia da vida eterna (Ef 1.13-14; 2Cor 1.21-22);

Justiça de Cristo ou justificação (Romanos 5.17);

Entendimento (Atos 16.14);

Vida Eterna (Romanos 6.23);


A obra de Deus na vida da pessoa é completa, sem mérito algum da parte do homem. Nada daquilo que Deus faz é imperfeito.

Alguns dos dons que Deus concede, de fato, precisam de uma resposta imperfeita do homem (dom de ensino, dom de serviço etc...), mas o dom da fé e do arrependimento, que são necessários para a salvação, jamais vêm de Deus de maneira imperfeita.

"E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida." (Atos 11.18)

Lembre-se: O ladrão na cruz foi para o paraíso no mesmo dia. Ele não passou pelo purgatório, mas seus pecados foram totalmente pagos e suas manchas foram totalmente apagadas pelo sangue de Cristo derramado na cruz.

Isso elimina totalmente a necessidade de sacramentos, penitências e purgatório pra quem, de fato, confia na obra de Cristo como suficiente para salvá-lo perfeitamente (Hb 7.25). Ao afirmarem a necessidade dessas coisas, os católicos negam a suficiência do sangue de Cristo, adicionando outros "meios" pelos quais os pecados são apagados e purificados além do sangue de Cristo, incluindo o próprio esforço humano.

Deixemos de confiar em rituais, sacramentos ou seja lá o que for cuja função seja a mesma do sangue de nosso Redentor, que é a de nos purificar perante o Pai, de nos tornar aceitáveis a Ele e de nos salvar perfeitamente!

Confie plenamente na obra de Cristo como suficiente para reconciliá-lo perfeitamente com Deus, sem adições nem esforço humana, e tenha a certeza de que você estará com ele no paraíso tão logo chegue o momento de sua partida!

Que Deus nos dê sabedoria para podermos discernir entre o certo e o errado.